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Affonso Romano de Sant'Anna - Foto divulgação da BPP
Hoje 17 de agosto de 2017,  às 18:00 horas, o poeta Affonso Romano de Sant'Anna palestrará, no auditório Auditório Paul Garfunkel da Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba.

O poeta, cronista e ensaísta Affonso Romano de Sant'Anna faz palestra no auditório da Biblioteca Pública do Paraná nesta quinta-feira (17), data em que a Oficina Permanente  de Poesia, projeto da Academia Paranaense de Poesia em parceria com a BPP, celebra 15 anos de atividade. Sant'Anna vai falar sobre os principais momentos de sua longa trajetória como autor, além de comentar questões relacionadas ao universo do livro e da leitura. O evento tem início às 18h30, com entrada franca.

Mineiro radicado há décadas no Rio de Janeiro, Sant'Anna é um dos intelectuais mais atuantes do país. Escreve crônicas para jornais e revistas há mais de meio século. É um dos principais poetas brasileiros, autor de dezenas de livros, entre os quais Que país é este? e Textamentos. Estudou a obra de Carlos Drummond de Andrade, o que resultou no livro Drummond: o gauche no tempo. Entre 1990 e 1996, presidiu a Fundação Biblioteca Nacional. Já recebeu prêmios literários, entre eles o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), pelo conjunto de sua obra. 

O projeto
A Oficina Permanente de Poesia acontece desde 2002, com reuniões gratuitas realizadas na Biblioteca Pública do Paraná, parceira do projeto. Os encontros têm como objetivo a pesquisa e o estudo da poesia e, a cada edição, um dos integrantes da Academia Paranaense de Poesia ministra uma aula.

Serviço:
Palestra de Affonso Romano de Sant'Anna
Dia 17 de agosto, às 18h30, no auditório da BPP (R. Cândido Lopes, 133, Centro — Curitiba/PR)
Entrada franca
Mais informações: (41) 3221-4974

Fonte: BPP
Geraldo Magela e Osmarosman Aedo na foto de Silvana Mello

Nesta sexta-feira, 18 de agosto, às 19 horas, iniciará o "Cutucando a Inspiração", evento poético organizado por Geraldo Magela, no TUC (Teatro Universitário de Curitiba), na galeria subterrânea Julio Moreira, em Curitiba.

No evento, além de declamar poemas, receberão certificados de participação no "12º Salón de Invierno" que aconteceu na cidade de Buenos Aires, Argentina, no mês passado, os poetas:
Angel Popovitz
Decio Romano
Elciana Goedert
Isabel Sprenger Ribas
Maria Antonieta Gonzaga Teixeira
Maria da Glória Colucci

Os poemas desses autores foram ilustrados com Arte Digital de Carlos Zemek.
Isabel Furini, em representação, fará a entrega dos certificados.

O organizador, Geraldo Magela, chamará os poetas para que realizem a leitura de seus poemas. Cada poeta terá 5 minutos para ler seus trabalhos.

São eles, por ordem de chamada:
Amauri Nogueira, Rosa Leme, Joel Moreno, Siomara Reis teixeira,  Thiago Juraski, Paulo Roberto Pereira Vallim, Campo Grande, Isabel Furini, Elciana Goedert,  Angel Popovitz, Decio Romano, Isabel Sprenger Ribas, Arriete Rangel de Abreu, Maria da Glória Colucci, Maria Antonieta Gonzaga Teixeira, Laura Monte Serrat, Sonia Cardoso, Iracema Alvarenga,  Jose Aparecido Fiori, Daniel Farias, Silvana Mello, Osmarosman Aedo, Marilis de Assis.





Clevane Pessoa será homenageada pelos seus 70 anos de vida e 60 anos de poesia, no evento Banquete de Ideias.

BANQUETE DE IDEIAS é um debate sobre temas atuais, polêmicos ou filosóficos. Em casos especiais, homenagem aos artistas vivos e suas obras.

O ambiente é a luz de velas, onde o prato principal é o conhecimento produzido. Indicado para maiores de 18 anos, o evento inclui buffet com vinho, sucos, água mineral, frutas, frios e petiscos.

Nesta edição a homenageada será a poetisa Clevane Pessoa, por seus 60 anos de prosa & poesia.

Em 12 de agosto, às 19hs, no restaurante Dona Preta, na rua Joaquim Francisco da Silveira, 745, bairro Ipiranga, Belo Horizonte, MG. 



Clevane Pessoa de Araújo Lopes é poetisa, escritora e colunista, além de psicóloga e ilustradora.  Clevane escreve e desenha desde a infância. Militou na imprensa de Juiz de Fora-MG, nos anos de chumbo, mantendo a página Gente, Letras & Artes e a coluna diária Clevane Comenta, na Gazeta Comercial e em “A Tarde’ . Foi editora de Literatura e Arte do tabloide de vanguarda Urgente. Atualmente, é psicóloga, ilustradora e oficineira de Poesia.Escrevia e ilustrava  em “Estalo, a revista”, de Belo Horizonte, participava na revista internacional aBarce, plural-da Oficina editores(RJ) e outras.. Tem doze  livros publicados (contos e poemas) ,  30 e-books, participa em mais de 170 antologias, por premiação, cooperativismo ou a convite.Também faz parte de coletâneas e revistas virtuais.Possui capítulos em co-autoria em compêndio de Psicologia... Participa de  saraus e faz recitais de leitura interpretativa, ministra palestras de psicologia ou literatura.. Tem textos e poesias hospedados em muitos sites,além dos próprios blogs. Entre outros prêmios, em 2017 recebeu Menção Honrosa com o poema Das Origens,  no "12º Salón de Invierno", em Buenos Aires, Argentina.
La artista plástica Liliana Bruquetas participará de la exposición "Nuevas Expresiones", que será inaugurada el viernes 11 de agosto,  en el Espacio de Artes SOPHIE, en Buenos Aires.








Em 21 de agosto,  17:30 horas iniciará o curso COMO ESCREVER UM LIVRO, no Espaço Terra Índia, Rua Dr. Favire, 581, centro, Curitiba. Telefone: (41) 3264-8908

Aprenda a arte do escritor. O curso tem estudos, leitura de textos, exercícios práticos de escrita criativa e análise dos textos escritos em sala de aula .

Conheça os métodos usados por escritores reconhecidos.

São 4 aulas: 21, 23, 28 e 30 de agosto/2017.

O investimento é de R$ 350,00 (em dinheiro ou cheque).

Apostila e certificado incluídos.

Mais informações pelo e-mail: isabelfurini@hotmail.com

Telefone: (41) 3264-8908







“VERDADES FORJADAS" NA ERA PÓS-MODERNA MANIPULAM A OPINIÃO PÚBLICA


Maria da Glória Coluccii

1 INTRODUÇÃO

Desde os primeiros pensadores gregos se indaga sobre as possibilidades, a origem, os limites e métodos de alcance da Verdade pela mente humana. Muitas perguntas se fizeram diante da complexidade dos seres e das coisas postas diante dos olhos especulativos e atentos dos primeiros filósofos. Intuíram, então, que deveria existir um princípio único que propiciaria, simultaneamente, a unidade na multiplicidade (arché).

Inquietantes foram as respostas quanto à origem do Cosmos e dos elementos que o constituíram, a exemplo da água ou umidade (Tales de Mileto, 624-546 a.C); do ar ou Pneuma (Anaxímenes, 585-528 a.C); do átomo (Demócrito, 460-370 a.C); ou de um princípio primordial e superior, o número, a saber, a Grande Mônada (Pitágoras, 571-497 a.C).ii


Fotografia de Isabel Furini
Face à diversificação das perguntas e das respostas, chegou-se à negação de que ao Homem fosse dado conhecer a essência do SER, mas apenas sua aparência (relativismo sofista, século V a.C), desviando-se a busca da Verdade muito mais para o criador da pergunta (sofista) e a habilidade retórica de sua elaboração (sofisma), do que para a Verdade em si. O período foi marcado pela prevalência da Oratória, da Retórica, da Gramática e da aparente lógica do diálogo, do que para sua veracidade.iii

Destarte, a pesquisa da Verdade corresponde ao ideal clássico de Lógica, em que ao falso se opõe o verdadeiro. Reciprocamente implicados, verifica-se que no “falso” há elementos do “verdadeiro”, mas não podem permanecer no “verdadeiro” resquícios do “falso”. Extirpar o “falso” do “verdadeiro” é o desafio permanente de filósofos e cientistas.

Trazendo para os dias atuais, verifica-se que a perenidade das perguntas e a provisoriedade das respostas estão mais aflitivas do que nunca. Permanecendo o ceticismo e o relativismo como válvulas de escape aos construtores da “pós-verdade” (post-truth), o sentido do “verdadeiro” deixou de ser o foco das conversações. Os meios de comunicação, mais focados no “furo”, na “primeira mão” da informação, lançam ao ar qualquer notícia, sem se comprometerem com a verdade ou falsidade do seu conteúdo.

Portanto, a “pós-verdade” é uma desconstrução da Verdade, resultante da deliberada manipulação dos fatos reais, para atender a finalidades espúrias e enganadoras que mentes distorcidas e perversas podem produzir.

No campo da atividade política a sua presença se constata com frequência, a exemplo dos envolvidos na corrupção, nos vultuosos desvios de recursos públicos. Apanhados pela Força Tarefa da “Lava Jato”, mentem, manipulam a verdade dos fatos, pretendendo safar-se das garras da Justiça, como é público e notório.iv


2 AS “MÚLTIPLAS” FACES DA FALSIDADE NA ERA PÓS-MODERNA

No entanto, pode-se aceitar a existência de diferentes “respostas” dadas pelas ciências parciais aos fenômenos estudados, posto que abordam sob ângulos distintos o mesmo objeto, a exemplo das ciências humanas. Quando se dedicam ao estudo do Homem como um ser social (Sociologia), político (Ciência Política), econômico (Economia) etc, de suas pesquisas resultam verdades parciais, que, ao final, convergem para o todo, procurando cada um chegar à Verdade – o Ser Humano – em sua totalidade, no exemplo dado.

Por tal motivo, a pesquisa da Verdade não pode ser limitada às “aparências”. Sem que haja um esforço constante pela pesquisa da Verdade, que se encontra para além da “aparência” dos seres e das coisas, não há como se creditar qualquer valor ético às informações, declarações, discursos etc, divulgados pelas redes sociais e pela mídia em geral.

“Verdades forjadas”, construídas e elaboradas com a finalidade de atender a grupos religiosos, econômicos, políticos etc, manipulam a opinião pública, direcionando-a para servir a interesses dominantes. Distorcem os fatos em proveito de partidos políticos, favorecimentos eleitoreiros, investimentos em áreas não-prioritárias, criação de tributos, políticas públicas desnecessárias etc.
Diante da profusão de informações, camufladas sob as mais diferentes ideologias, notícias são “plantadas”, boatos aniquilam a imagem de pessoas, levando-as à destruição. Outras exaltam a personalidade de indivíduos sem nenhum embasamento moral, construindo um “ser” imaginário, portanto falso, sem caráter ou capacitação profissional, forjando a sua real condição moral, política, econômica, intelectual etc.

A força quase ilimitada do poder persuasivo das “verdades manipuladas”, tendenciosas e perversas, está na triste constatação de que a grande massa não se interessa por conhecer a fonte da informação e a sua correlação com os fatos. Exemplos recentes mostram a manipulação até dos “informes oficiais” na eleição para a presidência dos Estados Unidos, em que os candidatos se valeram de interpretações falsas (faking news), de circunstâncias, dados e fatos inexistentes.

No Brasil, de igual modo, as propagandas políticas disseminam informações e boatos, que falseam de tal modo a verdade sobre os fatos e candidatos, que geram descrédito geral.

Ladeando esta impressionante nuvem negra de mentiras, ainda se utilizam de estatísticas, percentuais e índices para darem um “fundo de verdade” às reportagens, entrevistas e relatórios utilizados.
Antevendo este estado de coisas, em 1992, em Oxford, Steve Tesich, utilizou a expressão “pós-verdade”, para se referir às “verdades alternativas”, que fantasiadas pela manipulação dos meios de comunicação, distorcem a verdade dos fatos, embora preservem “rastro”, ainda que tênues, de sua veracidade...v

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao vestir a Verdade com roupagens de mentira (factoides), as redes sociais tentam produzir “novas verdades”, atraindo em pouco tempo um contingente de seguidores, que as abraçam como se correspondessem aos fatos ocorridos.vi

Vários critérios são (e foram) oferecidos ao longo dos tempos para se buscar e chegar à Verdade; a partir de sua ubicação no objeto ou no sujeito; no intelígível ou no sensível; no real ou no ideal; ou mesmo na mente ou na consciência que a apreende ou na realidade que a alicerça. Perguntas são hoje feitas, respostas são (e foram) dadas, mas nem sempre a credibilidade de ambas são (foram) questionadas.

O que se verifica é uma avalanche diária de “versões” de toda ordem, a saber, políticas, econômicas, sociais, religiosas etc, sem que se procure um real compromisso com os fatos, circunstâncias, interesses etc que as geraram.

A opinião pública (a voz anônima das ruas) segue em côro, repetindo, divulgando e ampliando mentiras em “verdades” e verdades em “mentiras”... As deliberadas distorções da Verdade dos fatos, forjadas, ocupam os meios de comunicação, mesmo em horários nobres ou em espaços midiáticos selecionados (pagos), permitindo que em nome da liberdade de expressão declarações falsas se espalhem aos quatro ventos.

Por incrível que pareça, a verdade maquiada, adjetivada, conhecida como “pós-verdade” (post-truth), é a mentira pós-moderna mais festejada.

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1 i Advogada. Mestre em Direito Público pela UFPR. Especialista em Filosofia do Direito pela PUCPR. Professora titular de Teoria do Direito do UNICURITIBA. Professora Emérita do Centro Universitário Curitiba, conforme título conferido pela Instituição em 21/04/2010. Orientadora do Grupo de Pesquisas em Biodireito e Bioética – Jus Vitae, do UNICURITIBA, desde 2001. Professora adjunta IV, aposentada, da UFPR. Membro da Sociedade Brasileira de Bioética – Brasília. Membro do Colegiado do Movimento Nós Podemos Paraná (ONU, ODS). Membro do IAP – Instituto dos Advogados do Paraná. Premiações: Prêmio Augusto Montenegro (OAB, Pará, 1976-1º lugar); Prêmio Ministério da Educação e Cultura, 1977 – 3º lugar); Pergaminho de Ouro do Paraná (Jornal do Estado, 1997, 1º lugar). Troféu Carlos Zemek, 2016: Destaque Poético.



2 PADOVANI, Umberto e Castagnola, Luís. História da filosofia. 12 ed. São Paulo: Melhoramentos,1978, p.99-106.
3 COELHO, Luis Fernando. Introdução histórica à filosofia do direito. Rio de Janeiro: Forense, 1977, p.55-58.
4 www.lavajato.mpf.mp.br
5 Disponível em www.cartacapital.com.br
6 CAMARGO, Wanda. A armadilha da pós-verdade. Curitiba: Jornal Gazeta do Povo; www.gazetadopovo.com..br/opiniao/artigos (Pr)










AMOR DE ROSA

Rosa de Roseira...
Está além do jardim
Radiante desejo...
Pra você e pra mim!

Rosa de Roseira...
Além de desejada é amada
No infinito efêmero...
Sem espinhos é consumida!

Rosa de Roseira...
Cativa vaidade, beleza
E elegância efêmera...
Pra não morrer de tristeza!

Fátima Gonçalves

Edição de Isabel Furini


O SEGREDO DE DEUS
Lenine tem razão.
A vida é tão rara...

E nos atira no meio de um giro que nunca termina,
um pouco mais de esgarçar a alma,
um muito de tudo cozinhando a fala,
o gozo e o pavor da condição humana.
E remenda a carne que já foi inteira.
A vida sabe ser nojo, crueza com a dor da gente.
Fácil desistir dela... que tem mordedura fera.
Que escarra a sua ferida e gela no fundo do rio.
Fácil a paixão por ela. No bico do beija-flor,
na desmedida mistura
que ela faz de sangue e bruma.
No que edifica na espuma, nas escarchas espinhosas,
nos lagos que bebem lua.

Eu quero ser um girassol mutante.
Um caminho azul para mim mesma.
Ter mais que solidão, filhos e sonhos.
Beber da vida o que não é visível.
Quero o segredo de Deus.
Sua garganta. E seu banquete
de vidros sobre a mesa.

Rosa Maria Mano



Arte digital de Isabel Furini


UM CHAPÉU PARA USAR À NOITE

Sobre a cabeça uma estrela negra, vinda do norte.
Um barco bordado em filigranas de tom escarlate,
pela primeira vez rasgando meus olhos.

Estarei nas cheias de marés e luas,
na boca do mar, que sorve terras cruentas
e empapa a areia com língua áspera
agressiva, nua e verde.
Uma poeta, pela primeira vez
no mundo dos homens.

A lua aponta um bico para o sol.
Outro para o nada.
Uso meu chapéu de estrelas aportadas
num negrume que espanta gárgulas
e atinge em cheio o coração da rosa.
Estamos vivos – eu e meu chapéu noturno,
pela primeira vez de volta à terra.

Rosa Maria Mano



ANÔNIMA

Anônima água e sem mistério.
O cheiro dela infernizando a sala.
Solta e indomável.
Não sei onde começa, porque verte em tudo.
É uma liga entre mim e o visgo
que a noite planta sobre os arvoredos,
carregando coisas antigas.
Meu nariz, os cordames do violão partido ao meio,
o quebra nozes que não dancei.
Leva meus sapatos, os frutos
que apodreciam na cesta.
Leva meus olhos que não sabem
o endereço da lágrima.
Pra onde ir quando ela vira torvelinho?
Passa por meus ombros, pelos pães
acabados de cozer na pedra ao largo da estrada.
Leva o trigo, o gosto, o ouro do sol.
Passa por minhas pernas, pelas algas
adormecidas entre cerejas e conchas.
Leva o gozo, íntimos laços, mistura os líquidos.
Anônima água engole uma lua inteira.
Quebra meu braço, preenche o ventre cego.
Desliza em mim, peixe afogado.

Rosa Maria Mano




TIRANA

Danço pra te seduzir.
Uma dança sagrada, pagã. Dança tirana.
Sem véus. A lua sobre os ombros, o passo em roda,
uma longa dança.
Quem sabe, da terra suba um odor que te envolva?
Quem sabe, da chuva um outro que perfume?
Quem sabe das pernas, numa outra lua,
vestida da antiga força que move marés,
nasça um beijo doido?
Aluado de muito, que abduza a alma, adorno da boca,
tonsura da língua, inversão dos olhos.
E baile, em roda, no céu da boca.
E fuja pras coxas pra cravar os dentes,
mesquinho e líquido a te olhar de frente.

Rosa Maria Mano




Rosa Maria Mano publicou seu primeiro livro, em São Paulo, a coletânea de poemas  Fruto Mulher. Em 1983,  Xamã, primeiro livro de poesias, individual. Com capa de ElifasAndreato e prefácio de Antonio Houaiss. Participou da coleção Passe Livre, da Cia. Ed. Nacional, com  Três Marias e um Cometa. Desta coleção participaram Pedro Bloch, Helena Silveira, Josué Guimarães, Fausto Wolff, Moacir Scliar, entre outros. Também: O Gato, Conto , 1998, D.O. Leitura, São Paulo; Coletânea Prêmio SESC de Poesia, 2000, SESC, Rio de Janeiro; 2015, eBookAmazon/Kindle; Manuscritos de Areia, 2017, pela Coleção Marianas, Ed. Marianas Edições/Bolsa Livro, Curitiba. Premiada no Concurso de Poesia do SESC, Rio de Janeiro, 1999, primeiro lugar na fase municipal (Teresópolis) e segundo na premiação final, Rio de Janeiro.  Vencedora do I Concurso de Escrita Criativa, nas três categorias, Editora LiberUm, 2016. Esses poemas pertencem a Lábios-Mariposa  a ser lançado esse ano pela Editora Singularidade.

Arte digital de Isabel Furini


...naquele dia, fui avisada,
a certo instante, sobre a festa,
aquela, inusitada

...assim, cima da hora,
despreparada, tinha só tecido
passamanaria, retrós e mais quase nada...
...tão vermelho e eu, colorida de juventude,

...as mãos, obreiras e muito  arteiras,
quase milagrosas, se entregaram
à tarefa louca da empreitada
...foram quatro costuras, uma barra,
sem mesmo ser, alinhavada,

...logo em seguida, já enfeitada,
batom na boca, sandália alta,
muito prateada,
lá estava, pronta,
indumentária finda

...noite de gloria, eu realizada!

Isabel Sprenger Ribas


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